na cara ninguém te diz nada,
noite bem passada e de cara animada,
atrofia-me essa faca afiada
de palavra mal amada de uma boca mal lavada,
espalha ódio cheio de carga,
batem continência sem farda
numa vida sem ciência onde a essência rara,
é vendida barata, com peso de uma barata,
seja o mais feio e rasgado semelhante ao falso da gravata,
pela vida não esgravata,
nada é o que sobra depois do cheiro na casaca,
não me cabe na cabaça essa água envenenada,
são todos duros a mandarem pedra da calçada,
a minha alma está descansada,
não ando descalço a procura de uma encruzilhada,
porque tenho pedras no bolso para construir a minha arma,
músculos são ideias, disparo não tarda,
faço-lhes comichão como se tivesse sarna,
eu não preciso de dizer muito, quem te fode é o karma
e tenho direito a estar zangado quando não encontro respeito leal,
não comprovam histórias, caem em cantigas sem instrumental,
é fraco carácter
é fraco potencial,
eu desabafo com inspiração em exponencial,
excepcional como a inveja é tanta que não há quem veja,
que o galo canta bem quando ele cacareja,
enerva é claro, mas faz a sua função,
amor é raro, não sejas contradição.
Que o meu dialecto não chova no teu telhado de vidro,
não te vai sobrar nada se por azar tiver incentivo.
personalidade é uma constante contínua,
não me consegues derivar,
ainda tenho papas na língua.
Para todo o falso e víbora.
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
farda da má língua
: Flávio Moreno Esteves :: Segunda-feira, Março 19, 2012 0 REACÇÕES CRITICAS/ WORD
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