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deep
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

força (da/na/sem) razão

a razão tem força,
usa a força da razão,
abusa quando acusa,
aponta o dedo, discussão
argumentação, mas falar mais? - não!
não apetece gastar mais palavras em vão.
Ando a somar as vontades para vir a cantar as verdades
não me custa nada ser sincero já tenho algumas bases e frases
crescem como se investisses sentimentos numa planta
não sou mais do que ninguem
e não sei se andianta
falar só por falar
dizer sem ouvir
quando o obrigado
é dificil
de se
fazer
sentir.


valor? não tem preço, tem peso e só do berço
ligações no botão certo, porque é que arrefeço?
trabalhei para as meias, sem madeira não há agasalho
isso não se chama suor, chama-se trabalho
queria agradecer-te doutra forma,
mas de outra forma já tinhas percebido que te amo sem norma,
já comecei a juntar para a reforma,
vou recapitular até ser titular
encontrei a formula da equação
sem dedicação ou sem motivação
nervos de antecipação,
já sem inspiração,
e ter a noção só quando a força está na razão.

este discurso era outro mas apago e rescrevo,
eu sei dar o nó nas gravatas e cultivo onde não esgravatas
estas frases são velhas, trocam-se cartas e datas.

não se troca o que se sente, não há poder sobre isso
há quem trocasse mais depressa que um piscar de olhos preciso,
mas num jogo de culpas e duplas guardo naipes num improviso
e se fico liso, eu não paraliso, eu nunca as troquei
não traí, nem ressenti,
e nunca parei por ti
repara nisso.

reparo sim, que a sola dos sapatos vai longa
saltamos sem amortecedores em qualquer lomba,
já não amortece a dor, fico com o beijo e a sombra,
as vezes tenho razões demais mas é só conversa e montra,
demonstra uma alma monstra quando está frio
e no meio de palha e tralha, fico sem meio e meias
de ter a força da razão,
sobre um espaço de silêncio.