O problema sempre foi o talvez das questões,
a dúvida das respostas nas proposições,
estou em progresso com progressões e escassas contagens de refrões,
contava sonhos de mover multidões, tenho o mundo na mão mas não me cabe no bolso,
cabe na cabeça, sintoniza os decibéis, sente sabores harmónicos que dissipam dissabores memoráveis,
a essência pura é das fontes inesgotáveis, não há verdades absolutas em discussões fonéticas
mas há muitas verdades indisputadas, a conta disso vejo a minha alma numa batalha refutada,
paralíticas nas líricas não me param a composição,
compus um verso para te reconheceres em reflexão,
uma chama sem nome, represento algo que valha a pena,
beijo as ideias que fazem de um coração pedra - um coração mole
abro a carteira para guardar alguns raios de Sol,
ainda que os sorrisos não paguem contas,
ajudam-te a viver mais forte,
mas aí o talvez, faz do verdadeiro e do falso
um risco de grande porte.
talvez...verdadeiro como eu prefiro,
verdade absoluta.verdadeiro sou!
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
o talvez...
: Flávio Moreno Esteves :: Quarta-feira, Setembro 28, 2011
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