já não nos passa pelo tempo,
o tempo que por nós passou,
nem um assobio de um fragmento que tudo levou
já pensaste à quanto tempo nenhum de nós lembrou?
pensei quebrar o silêncio mas agora estou no ritmo que me encontrou.
Declaras guerra às expressões que outrora eram sorrisos
usas palavras como alicerce de enredos esquecidos,
escritos meus, palavras em carvão mal-amadas,
ou tinta livre que de tanta chama, foram queimadas,
prefiro não abrir os cadernos de lágrimas fechadas,
prefiro lembrar todos os dias com a fragrância de curtas cores pintadas,
bem vindo a um mundo frio onde és o que não querias,
tens o que desejas-te
só que sonhas com horas compradas.
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
01010.
: Flávio Moreno Esteves :: Sexta-feira, Novembro 25, 2011
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