"para escrever uma frase, dá-me uma caneta
para mudar o mundo, dá-me primeiro um planeta,
para mostrar um milhão de poemas, deixa-me abrir a gaveta
mas para leres os sentimentos que neles compus,
dá-me uma frame onde eu grave memórias em vinil,
um microfone, uma ampulheta, uma batida baril
bati mal até que fiquei frágil
doce toque de pele macia ela é tatil
agora sou mate da mática,
com genica nos neurónios,
dá-me uma montanha que eu faço a escada para os pódios,
sem ódios porque tudo o que eles querem é que esqueças
o amor que tu tens,
o amor que tu sentes,
todo o amor que mereças."
para sentir tira-me o senso
que este coração para o mundo é cimento e eu condenso
um resto num grito, tu disparas - eu fito
um laço no pulso de um balão indestrutível,
no comboio, as pestanas das porcelanas já é discutível,
fula futilidade, leva-me a pensar o quanto frio estou... lá fora
é que o passado aparece no passar de agora
e o tempo já não volta,
o calor fica escasso mas ainda assim a alma cora
bate certo no ponteiro,
verdadeiro...
o amor é uma eterna hora.
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
eterna hora.
: Flávio Moreno Esteves :: Quinta-feira, Novembro 10, 2011
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