tanto a água bate na pedra que fura
o meu coração é pedra dura,
que se cair no caixão, é pesado até que fura
não lhe abras uma fissura com promessa em figura
segura com as duas mãos esta doce pedra dura,
da-lhe afecto e ternura, ritmia e poemas,
dá-lhe chaves e asas para voar sem algemas,
aconchega-o, aquece-o que ele aquece-te de volta
o afecto que lhe dás é-te retribuído de volta.
a educação é maturidade refinada de experiência
o risco sabe o quando é arriscado a tendência,
tende-se a perder e muitas vezes por conviniência,
se partir o teu coração, sou o crime e a evidência,
violentamente suave até que me beijas em tons de violeta,
limpo o pó da gaveta, escrevo o que me vem à galheta,
segura o meu coração como se fosse outro planeta,
é um instrumento poderoso feito de ternura,
por favor segura e sopra-o nos vasos,
oco como um bombo, toca-lhe sem palheta.
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
oco como um bombo, toca-lhe sem palheta.
: Flávio Moreno Esteves :: Segunda-feira, Novembro 28, 2011
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