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deep
:๑۩۞۩๑: Orange Sunset/Moon


http://umatoneladadealma.blogspot.com/

Sábado, 5 de Novembro de 2011

tão...

esteve o teu nome alguma vez sóbrio?
deixei 501 mensagens para ti, sem saber que são para ti,
esteve o teu nome alguma vez esquecido?
nunca como o facto de nunca te ter conhecido, só de leve e tão pouco como não conheço.
esteve o teu gesto alguma vez em causa?
detalhado ao mínimo pormenor de movimento, cada toque ou pálida expressão de agora, não lembra o amor do tão grande outrora que foi mais curto que um fragmento dissipado em redundâncias de pó.
teve alguma vez isto sentido?
por vezes, as vezes, quando foi dia para isso, limpei e congelei o riso, tenho um amigo que sabe o que preciso, desconcentro-me depressa mas estudo e foco-me conciso, ainda sem ciso, ainda sem....


há-de ser sempre igual, certo?

"um minuto é um segundo, cada hora é infinita"

enquanto as opções permitirem que sim, transbordo e transporto o que carrego até ao fim. Não jures amor eterno num segundo secante, um beijo molhado de uma palavra silenciosamente preenchida deixa um sabor tão confortante....

tão tão distante...tão escasso, tanto espaço entre dois mundos, dois segundos vira duas almas em dois profundos sentidos. Saltar a corda a espera de uma oportunidade de entrada rodopiando em opostas direcções...


quantas mentiras são precisas para ser criado um falso, soma as tuas e as minhas e por mim andas descalço. Não tenho nada que te mate, nem intenção, nem vontade, eu amo as pessoas mas o ódio circula nelas à vontade.


o que é que paga a saudade? um abraço tão antigo como os antigos, um sorriso tão rasgado como as memórias que não guardo? de que serve um tão curto bocado que me apeteça eternizar se é um fio cortado assim que começamos a mudar?!

batatas fritas e minis a mistura, muitos olhares pragmáticos em fumos corrompidos que não sinto, não aprovo nem provo, tímpanos tão fechados que os pensamentos em pântano não lembram o cheiro de tão boa e agradável paisagem de um olhar inteiro onde cabia o mundo.

Sónicos cínicos sincronizados risos laçam-se a vontade em fantasias e fantasmas e ruas que não passo, das memórias eu não lembro com a condição de não esquecer, se para te aquecer é preciso um bagaço eu peço um abraço em troca do amasso, deixado no peito a um tão curto-curto espaço

ínfimo, minorante da função das possibilidades, teoremas do absurdo para provar que hipóteses são propostas e proposições com verdades. Com uma palavra calavas-me, mas sem uma acordas-me com crostas de feridas abertas que me doem porque pensei nisso... caso contrário, mesmo não sabendo das minhas lágrimas, não as sentia.


como é que pagas a saudade? a desfazer pedras da calçada do seu lar para atira-las a lua, irrita-las quando as pisas ao andar na tua? de que me servem os olhos se o poeta dizia que pensar era estar doente deles? visto que não desisto de escrever de olhos fechados para deixar fluir as asas em chamas do que me apetecia realmente dizer. Restam-me 8 minutos antes do sol nascer, ou das pilhas acabarem, ou para esquecer isto...

esteve o meu amor alguma vez posto em dúvida?


não,

mas sim - um não tão grande que o conseguias ver daí ao lembrares-te como eu.

esteve alguma vez o sorriso (...) ?

tão.... tão....tipo...tão...

não, jamais.

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