Segura-te ao prato que isto tem estado a ficar caro,
flutuas ao sabor do vento mas como flecha sem arco,
vela sem barco, só chama e bem quente
faz tanto frio lá fora de ranger o dente,
andaram a procura da prova, a nota é suficiente
para deixar uma mensagem para vir a falar posteriormente
interiormente, no declínio do bem que sabe,
ouvir o ciclo físico que uma melodia sem frase,
batem talheres no prato, o meu estomago grita
estou nervoso ou estou passado,
estou congelado mas calma... congita.
se ninguém se lembra e tu não te esqueces
é porque assim é e assim não mereces,
se a dor passasse por nós e me levasse a voz,
continuava a ser fluente mas lembrarias-te da foz?
onde tudo começou, antes do flashback do início,
piscas-te os olhos e ves-te ante-pé ao precipício
contudo tudo o que tenho são saudades
que me digam as verdades e um sorriso forte de assim ser
contudo tudo o que tenho é fome
que se confunde com o tremer do comboio que há-de morrer,
quando por a conversa em dia e o estomago a horas
o meu relógio já tem pilha e corro com demoras,
eu sou de onde moras, de onde sempre tiveste,
somos vizinhos do mesmo céu mas foste tu que me esqueces-te.
sample final: "fuck yeah" "method man - 4am - i got to have it".
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
fome
: Flávio Moreno Esteves :: Terça-feira, Dezembro 20, 2011
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