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deep
:๑۩۞۩๑: Orange Sunset/Moon


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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

jazzy.tempo

Uma vida pode ser contida na música,
se encontrares a clareza da razão que precisas de ouvir.

Respira fundo, a música está no ar que inspiras
e se podes viajar com ela, respira fundo todos os dias,

vai dar uma volta pelo universo...

Na rotina de mais um Sábado apaixonado,
volto para casa com a minha alma,
cheio de frio mas de alma bem quente, deparo-me um a minha típica música de radio não-comum sendo uma frequência marginal, nas horas vastas da madrugada onde se ouve soul, jazz...ritmos brasileiros misturados...tempos contados. Na espera dos semáforos verdes, recito poemas de improviso leves como não tenha conseguido encaixar em ritmos similares nos últimos tempos. Chego a casa com a curva do costume, a rua está fria e vazia como o costume e eu tenho lixo no bolso como o costume.
Em direcção ao lixo deparo-me com armários brancos partidos, armários estes que já tinha visto direitos. Pálido, apático e sereno, deparo-me com "aquilo que somos/fomos".
Este armário pertencia à casa de um amigo meu prezado. Na porta estava escrito "JAZZ, Jazzystyle" e a sombra de um homem com o seu saxofone com o seu chapéu, desenho este feito na altura que o seu irmão faleceu, tendo feito um exactamente semelhante na  parede da minha cozinha onde permaneceu durante 3 meses na altura. Clássica imagem que não podia deixar de reparar, o primeiro passo de um objectivo. Com pedras no estômago arranquei a porta pelo punho e deixei-a em minha casa perguntado-me se essa parte musical pode ter morrido.

Eu não duvido, sem pestanejar um segundo. Quando o jazz cresce no meu ouvido nasce a inspiração da ausência dele na vida de muita gente neste mundo. Aplica-se a tudo. Opiniões.

Cada hora é uma eternidade, infinitas sensações e emoções, ilimitadas para mais de mil interpretações, eu sinto, eu penso, eu existo até um dia sermos cinzas, despeço-me do meu amor com um beijo de boa noite, e na minha sinceridade peço-te a verdade antes que mintas, adormeço cansado e sem fintas, tinha canetas mas acabei cargas e tintas, muito tempo sem palavras congelas-te e não cogitas.

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